sexta-feira, 16 de outubro de 2009

- conquista dela, enche o copo! -


Querida, ela tava linda! Leilane toda trabalhada no ouro. - o vestido mais...mais...moderno (foi a palavra que a Mah encontrou para descrever a formanda da noite.)
Como todos os bailes, exagero de 12 anos, dancinhas perigosas pro vestido curto e muita alegria.

Também teve aquela hora, que tudo explodiu dentro de mim e tive que chamar no canto:
- Prima, desculpa. tive ódio. te amo.
Ela borrou a maquiagem, mas sabe o que quis dizer com aquelas palavras-chaves.


.ESTAREMOS SEMPRE COM VOCÊ.





Deixei pra contar as coisas toscas no fim, bem afastado do texto, pra não estragar tudo. Mas foi assim:
Lara bodou e estragou meu vestido.
Luis pagou duas vezes o cara do estacionamento.
Marilia fez xixi no portão do clube.
Aninha me levou pra casa.
Dois dias de ressaca.
pois é...nunca mais vou pra formatura da Lelane [e tenho dito!].

- portas e janelas ficam sempre abertas pra sorte entrar -

É assim: encosto a mochila no canto da parede, armo minha rede com um nó que aprendi há pouco, e tomo um copo de água. Depois disso posso passar horas calada ao lado de quem me faz bem, sentindo uma paz que vem sei lá de onde.
.falo do paraíso.

segunda-feira, 28 de setembro de 2009

.depressão de domingo, que nada.

- dá pra ir de bicicleta, é bem pertinho. - Palavras da Iúna.

E foram 14 Km até chegar no NOSSO sítio. Felizmente não seguimos o conselho da Iúna e acabamos pegando a estrada de carro mesmo, mais confortável e sem riscos de alguém ter um troço no coração.
Parada no posto sempre é válida, gasolina, cerveja, refrigerante, batatinha e água, o sufuciente para um domingo a tarde.
Estavamos todos alegres e saltitantes, cantando musiquinhas e tirando fotos. Chegamos, respiramos ar puro e planejamos várias festas antes mesmo de passar pela cerca do sítio que nem conhecíamos ainda.
- Desce aí galera, vou botar o carro pra dentro.
Engato a ré, acelero, primeira, giro, ré outra vez...
- Larissinha, calma que tem um toco aqui.
- Dá pra ir?
- Acho que dá.
Acelero...
tsssssssss
Sabem o que significa esse "tsssssss", não sabem? pois é, o pneu novinho do carrinho do meu paizinho secando todinho!
- Furou!
- PUTAQUEPARIU!
- Como a gente vai embora?
- Lost! é nós pra sempre aqui...LOST! - lágrimas nos olhos.

- Calma, gente. Larissa, cadê o estepe?
- Não tem! não tem nada! Nem estepe, nem macaco, nem coragem de ligar pro meu pai.
- É, fudeu, porque estamos no meio do nada.

Sorte que tenho os melhores amigos do mundo, que arrumaram um pneu num sei onde e um homem que trocou bem bom o furado pelo novo. Os moleques da região ajudaram e no fim escolhemos que aquele sprit comprado no posto, seria deles.
São muito engraçados mesmo, quando viram a coca-cola:
- Uia, logo da que eu gosto...COCA-COLA!.
uahuahuuahu

Depois do sufoco, tudo foi muito massa. A guerra de isopor, a festinha que entramos de penetra, o brigadeiro, o passarinho que bica de leve nosso dedo, a mãe do Alencar prometendo uma surra de mangueira...enfim.
Mas se vocês, meus amigos, acham que a trama acabou, estão muito enganados. Essa história não poderia terminar sem minha fiel identidade de idiota.
Lembrem que a essa altura meu pai não sonha o que aconteceu com o carro dele.
Ao raiar do dia...

- Larissa, me explica por que esse pneu voltou diferente de quando saiu? - um pouco de raiva.
- Paizinho, é que furou e como o senhor não tem estepe, tivemos que pedir emprestado à um homem lá de perto.
Nesse momento ele segura minha cabeça com sua delicadeza de sempre, abre o porta-malas, baixa minha cabeça bem para dentro, levanta aquela parte de baixo e exibe um pneu novinho em folha, bem como todas as ferramentas necessárias para a substituição do mesmo.
- Olha bem pra isso aqui! Sabe o que é?
Sim, meus queridos amigos, não tinha me dignado a olhar no local certo. Se eu sabia que o estepe ficava lá? acho que sabia. Se eu lembrava? definitivamente não! Se me acho uma idiota? Humrum.

segunda-feira, 21 de setembro de 2009

. não vou me adaptar .

Vivemos sim, mocinha, na sociedade do caos e do medo. Completamente tomados por um sentimento piscicótico, onde tudo é sujo e todos são feios.
Somos programados pra sentir medo. Não fale com estranhos, não ande pelas ruas, não namore gente da favela, não suba em árvores, não coloque piercing, não use drogas, não pense em sexo com a vizinha e nunca seja amigo demais das pessoas, pessoas são monstros.
Parecemos um piqueiro de bonecos retardados, um olhando torto para o outro.
Somos galos de briga atirados no ring de luta, com a torcida burguesa gritando loucamente "vai, seu estúpido, te alimentei para ganhar dinheiro, usa o esporão e vence!".
Agora eu perco gente, e já não dói tanto. Desconfio que minha pele está ficando áspera.
mas não acostumo...e definitivamente, eu não sei viver aqui.

domingo, 20 de setembro de 2009

Fome e vontade de comer.

quarta-feira, 16 de setembro de 2009

- romance no bar da esquina -

Foi assim:
na quinta cerveja ela respirou fundo, olhou nos olhos e disse:

- É uma questão de gênero. Quer ser meu namoradinho?

E eu lá, entre os dois, lendo um panfleto de cabeça para baixo só pra fingir neutralidade.

quinta-feira, 10 de setembro de 2009

.porque perdi minha agenda.


Anotações mentais:

1- É sempre difícil definir a primeira coisa a se fazer.
2- Entregar as carteirinhas dos que me ameaçaram de morte.
3- Pagar a internet.
4- Reunião no trabalho amanhã cedo.
5- Escolher a roupa pra essa reunião de amanhã cedo.
6- Ensinar a Lupita a não morder meus amigos.
7- Comprar munição.
8- Decidir: rave, piracas ou bar?
9- Fazer trabalho da Sônia.
10- Fazer trabalho do Daniel.
11- Quebrar o cartão de crédito.
12- Testar a receita do bolo de chocolate da tia Ivone.
13- Adoecer no dia da prova.
14- Beber.
15- Esquecer o ítem 14.