terça-feira, 8 de setembro de 2009

. não foi o Gugu, fui eu..

Mudei. Reformei.
Vendi os olhos da cara e reformei meu quarto. Não é lá essas mudanças, e ainda mesmo continua sem closed. Mas deixei aquele pedacinho da casa com cara de quarto.
É bem pequeno, mas agora vai ficar friozinho e a mesa quebrada não vai mais derrubar o computador.
Tirei o buraco que dava pra ver a lua, mas quando chovia não chamava de goteira, era a própria nuvem se desmanchando dentro do meu quarto. Agora ta tudo forradinho e o guarda roupa tem a cor da nova mesa (não que eu goste de combinar as cores, mas é que aquele lugar é pequeno demais para suportar um móvel marfim e outro carvalho-escuro).
Agora a chave gira pro lado certo na hora de fechar e abrir, e temos outra tomada pra colocar o aparelho exterminador de muriçocas e a lâmpada de coração com luzes coloridas (sim, tenho medo do escuro).
Alguém pode dormir na rede sem ter o risco da prateleira cair na cabeça.
Mas a maior mudança foi ter deixado parte da minha história pra trás. Limpei gavetas e me desfiz de uma "ruma" de objetos. Joguei 2 diários e uma agenda no lixo, além das blusas de colégio com frases e lembranças.
São só coisas, que a gente nem lembra que ta alí, mas é estranho jogar aquilo tudo fora.
No entanto, é tempo de mudança, limpar a poeira e construir novidades.
Só queria que vocês soubessem que estou feliz.

beijosvoudormirnomeuquartonovo.
Favor, colocar sugestões de cantadas aqui:

segunda-feira, 31 de agosto de 2009

.quero dizer.

Não conseguia olhar nos olhos, nem mesmo pelo reflexo do espelho. Sentia que se cruzassem o olhar seria fácil demais perceber que o brilho mudou de foco, e ficaria absurdamente constragida tentanto explicar, e gaguejaria, e coçaria a cabeça como de costume nessas horas.
O tempo era infinito, e o frio congelava o fogo da lareira, sem saber que bem não fazia tantos pelos arrepiados e nenhuma palavra bonita a se dizer, a não ser que lamentava muito.
Tinha uma janela, com a lua atravessando sua ponta. Janelas sempre são boas companheiras ao esfregar a nuca freneticamente.
Postou-se de forma que sua sombra parecesse menor que o natural, para não levantar suspeitas sobre seu medo e suas palavras.
Foi difícil admitir, mas a noite toda se fez uma frase:

- Sou mais gelada que esse vento.

terça-feira, 25 de agosto de 2009

Não aguento mais tanta coisa fora de foco...
e isso não é poesia, é saudade dos meus óculos.

- só me acorde quando o sol tiver queimando -

Podemos sortear cama ou rede, porque o chão é inimigo das minhas costelas. Mas aquelas pessoas trocam tudo por um par de desconforto, como quando amanheceram encostados no sol, todos com jeito de quem não liga a mínima para o café da manhã.
É mesmo simples trocar moedas de ouro em mentiras descaradas, em rodas que mais vale um piscado ou aquela cara de sabotagem, alertando pro porteiro lá embaixo que hoje a gente dorme por aqui, guardando em potes secretos doses homeopáticas de felicidade.

quinta-feira, 20 de agosto de 2009

os não-vocês

Aquilo tudo tinha cheiro de mentira.
O menino fingindo alegria e a música sem graça saindo da vitrola velha.
Ela de pernas cruzadas feito moça.
Ele virou o rosto e o sorriso ainda estava lá nas costas.
A menina com o cabelo arrumado e muito séria, sempre com as mãos repousadas no joelho, esperando algo acontecer.
Aquilo tudo tinha cheiro de mentira.
O menino que parecia bêbado e feliz foi embora.
A menina séria e sóbria ficou.
Aquilo tudo tinha cheiro de mentira.
Ela jogou as pernas para cima da cadeira e acendeu um cigarro, meio tonta deixou o cabelo sentir o vento, sorrindo puxou a fumaça pra dentro.
E ele que nada tinha bebido só chorou no quarto sozinho.
Aquilo tinha mesmo cheiro de mentira.

.deixa eu querer.

As pessoas têm medo de sonhar, sabia?
E odeiam quem se propõe a isso...
Medo de tirar os pés do chão, de pensar que o mundo é bem maior que tudo.
Medo de poder e de se permitir, quebrando redomas, rompendo barreiras e subindo pela escada que dá nas nuvens.
São tolos. Meu irmão diria que esses sim, são uns grandes 'felasdaputa'. E o seu Zé completaria: "Cês são pequenos ó mulekes".

rá, agora olha a cara de preocupada que eu aprendi a fazer...